Por domingos
Ficou o eco do teu riso
Nos cantos vazios da casa.
Meu coração, ferido e indeciso,
Procura ainda a tua asa.
As mãos que antes me seguravam
Agora tocam o nada frio.
E as palavras que me embalavam
Se perderam no vento tardio.
Olho o céu e não vejo estrelas,
Só sombras do que fomos nós.
A lembrança é faca e centelha,
Que arde em mim sem fim ou voz.
Amar-te foi flores e tempestade,
E agora restam só os espinhos.
Sigo entre dor e saudade,
Aprendendo a caminhar sozinha nos caminhos.
Crítica Literária
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