Por Andréia Oliveira
Quando os olhos dela se acendem,
até a noite muda de cor.
Há lume, há brisa, há versos —
num só lampejo de amor.
São olhos que dançam silêncio,
e calam com doçura o mundo.
Olhos que afagam sem toque,
e ferem num gesto profundo.
Em seus olhos, moram mares
que ninguém jamais sondou.
Ora ternura que embala,
ora vendaval que passou.
Ela não precisa de fala,
se o olhar já sabe dizer:
que amar é coisa serena,
e também pode doer.
Crítica Literária
🔒 Faça login para comentar ou votar.
Nenhuma crítica enviada ainda. Seja o primeiro a analisar esta obra!