Amor que ama
Te amo de um jeito que silencia as palavras
Adoro-te no fulgor dos meus olhos
Reverencio-te na memória da pele
Sinto-te no eco da melodia da tua voz
Anseio por ti no rastro sutil do teu perfume
Almejo-te nas madrugadas frias que só as estrelas compreendem
Revivo-te na chuva que purifica
Recebo-te nas tardes em que a brisa me guia até ti
Desejo-te sob o sol que arde e consome
Celebro-te no ventre das palavras poéticas
Abraço-te quando sonho
Busco-te ao despertar de cada manhã
Quero-te como quem necessita da vida
Venero-te através de uma ponte etérea que me conduz até ti
Respiro-te por uma travessia que leva ao amor sonhado
E pensar que me realizas porque amo apenas a imagem que faço de ti
Nota explicativa: Poema de amor platônico inspirado no Romantismo do século XIX, onde o eu lírico idealiza a amada, amando mais a imagem criada que a realidade do ser amado.
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